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Brasil & Canadá: Intercâmbio nas Florestas Úmidas

Hartley Bay, Great Bear Rainforest, CanadaLideranças indígenas da COIAB

Não estamos na Amazônia! Lideranças indígenas da Amazônia se preparam para um passeio de barco na Baía de Hartley, na magnífica Floresta Úmida de Great Bear, no Canadá. Fotos © David Cleary/TNC

 

Com suas próprias palavras

Saiba mais sobre a viagem, através do texto em inglês elaborado por Michelle Beeman, Diretora de Estratégias de Conservação para a parceria EUA/ Canadá da TNC, que acompanhou as lideranças indígenas em Great Bear.

 


Lideranças Indígenas da Amazônia visitam seus compatriotas na Floresta Úmida de Great Bear, no Canadá 

A Floresta Úmida de Great Bear, no Canadá, é um modelo internacional que visa a proteção dos recursos naturais por meio da criação de oportunidades para atividades econômicas. As comunidades indígenas locais, chamadas de First Nations, têm um papel importante na gestão e na proteção da floresta temperada onde residem.

A Amazônia também é lar de grupos indígenas. De fato, quase 22% da Amazônia Brasileira está nas mãos de povos indígenas. A expansão da agricultura e a exploração ilegal de madeira são problemas que ameaçam as comunidades locais e evidenciam a necessidade de um manejo voltado para a conservação da biodiversidade das terras indígenas.

Em maio passado, lideranças indígenas representantes da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), um parceiro chave da TNC no Brasil, viajaram para British Columbia para encontrar-se com representates das First Nations para aprender mais sobre as práticas de manejo de ecosistemas, principalmente aquelas relacionadas com o manejo sustentável da madeira e da pesca.

Os conflitos pelo uso da terra nas grandes florestas úmidas, incluindo as questões de exploração ilegal de madeira, pesca não sustentável e caça clandestina, são parecidos no mundo inteiro.  Assim como na Amazônia, as florestas úmidas costeiras da Bristish Columbia foram palco das ditas “guerras madeireiras” entre ambientalistas e madereiros. Foi um lugar de polarização, conflitos, frustração e grandes perdas.

Nos últimos anos, aconteceram mudanças dramáticas nas duas frentes. Os ambientalistas, a indústria madereira, o governo e as First Nations encontraram um consenso e criaram um modelo de conservação ambientalmente compatível com uso humano sustentável da Floresta Úmida de Great Bear. Além disso, o governo da província e as comunidades First Nation negociaram amplos acordos para um manejo compartilhado nos territórios tradicionais das First Nations.

As lideranças da Amazônia Brasileira chegaram à Floresta Úmida de Great Bear para compartilhar experiências e aprender com as comunidades indígenas do Canadá. Embora sejam de lugares distantes, eles compartilham muitos desafios e desejos, como preservar a cultura nativa e as florestas que os sustentam há centenas de gerações. No final da viagem, os grupos discutiram próximos passos, como por exemplo, a possibilidade de técnicos indígenas de Great Bear visitarem a Amazônia para compartilhar lições aprendidas com os grupos indígenas locais.

Esta viagem teve o apoio da TNC em parceria com a COIAB, Turning Point, Forest Ethics, Greenpeace Canada e Sierra Club Canada.